44 minutes ago , 3 June 2012 às 8:37pm + 404 notes
via emptyh-eart (originally psychopathsuicide)

Ela acorda. No quarto, repara que eu não estou na cama. Passa pelo corredor e vê que eu não estou na internet, como eu sempre estaria. “Onde será que ela foi?” é o que se passa pela cabeça dela. Ela vai no banheiro fazer xixi, e repara algo estranho dentro do boxe. Ela vê meu corpo, todo cortado e desfalecido no chão, e de repente entra em um estado de choque. Boom. Ela pensa no quanto ela maltratou aquela filha, e no quanto ela desprezou ela, e boom, ela acabou se matando de tanta tristeza. Ela para pra ver e coloca a mão na cabeça. Ela daria tudo pra ter aquela que ela chamava de “preguiçosa” e “inútil” de volta. Mas não tem mais volta. Ela daria tudo pra voltar a acordar as 2 da manhã pra beber agua e fazer xixi e ver ela na frente do notebook usando a internet de novo. Daria tudo pra ver aquela tapada idiota derrubando as coisas de novo. Mas não tem mais volta. Ela pega o telefone e liga pro meu pai. Ele atende o telefone e de repente entra em um estado de choque. Boom. Ele para pra pensar que o dinheiro que ele dava não comprou amor. E ele pensa no quanto ele poderia ter chamado aquela filha que ele esqueceu que teve pra passear, no quanto ele poderia ter curtido a filha que teve. Mas não tem mais volta. O celular dela toca, é a minha vó, ligando pra falar do marido dela. Ela dá a noticia pra minha vó. Ela entra em um estado de choque. Boom. Ela pensa no quanto foi dura com aquela neta, e nas milhares de vezes que ela disse “Esse menina não pensa em ninguém, só nela mesma”, “Esse garota é um monstro” dentre coisas do tipo. Ela daria tudo pra morar com ela de novo, igual quando ela era criança e morava com ela. Ela daria tudo pra que ela brincasse de fazer penteados no cabelo dela de novo. Mas não tem mais volta. Eles mataram ela. Mataram ela fazendo ela se sentir sozinha, sem chão, sem ninguém. Mataram ela deixando ela triste, deprimida. Sem amor. E então todos eles choraram cada lágrima que escorreu dos olhos dela em triplo. A ferida dela teve fim, mas a deles nunca vai cicatrizar.

48 minutes ago , 3 June 2012 às 8:33pm + 8,917 notes
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50 minutes ago , 3 June 2012 às 8:32pm + 32,694 notes
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51 minutes ago , 3 June 2012 às 8:31pm + 47,546 notes
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52 minutes ago , 3 June 2012 às 8:29pm + 23,937 notes
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56 minutes ago , 3 June 2012 às 8:26pm + 53,129 notes
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58 minutes ago , 3 June 2012 às 8:24pm + 14,310 notes
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59 minutes ago , 3 June 2012 às 8:22pm + 3,765 notes
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1 hour ago , 3 June 2012 às 8:21pm + 3,073 notes
via cantura (originally ao-ritmo)
O domingo tá acabando — já é tarde — amanhã a gente começa de novo. Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo. Me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga.
— Caio Fernando Abreu (via sonhosinertes)
1 day ago , 1 June 2012 às 11:55pm + 3 notes
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